terça-feira, 24 de março de 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Mais sapatos para o Verão!


terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
A génese do calçado
William J. Meister andava a pesquisar fósseis de trilobites no Utah em 1968 quando encontrou um, mas dentro deste surgiu uma pegada que parecia revelar uma sandália. Este facto causou-lhe muita surpresa porque a extinção dos trilobites datava muito tempo antes do homem moderno surgir. A rocha estava na formação Wheeler do meio Cambriano - geologicamente datada de mais de 500 milhões de anos atrás.Esta descoberta relatada pelo Dr. Melvin Cook em 1970 animou muitos senhores que se opõem à evolução, como criacionistas, e mesmo aqueles que defendem a idéia de 'deuses astronautas', como Däniken. A imagem é realmente impactante: parece ser prova de que um ser humano calçado pisou sobre um trilobite há milhões de anos atrás.
Os trilobites são reais mas o que parece uma pegada não suporta um exame mais detalhado. Não há evidência de que a suposta pegada faça parte de uma trilha, nem há deformações esperadas por diferenças de pressão que ocorrem quando se caminha. O que parece uma pegada é resultado de processos geológicos naturais, o que é comprovado porque há diversas outras 'pseudo-pegadas' na área.
Dia do Pai
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Hay que buscarse un Amante
Muitas pessoas têm um amante, e outras gostariam de ter um. (Há também as que não têm, e as que tinham e perderam.) Geralmente são estas últimas que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insónia, apatia, pessimismo, crises de choro, ou as mais diversas dores. Elas contam-me que as suas vidas correm de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar o tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente a perder a esperança. Antes de me contarem tudo isto, já tinham estado noutros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: "Depressão"... além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.
Assim, depois de as ouvir atentamente, eu digo-lhes que elas não precisam de nenhum anti-depressivo. Digo-lhes que o que elas precisam é de um Amante!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem o meu conselho. Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa destas?!". Há também as que, chocadas e escandalizadas, despedem-se e não voltam nunca mais.
Às que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico-lhes o seguinte: Amante é "aquilo que nos apaixona". É o que toma conta do nosso pensamento antes de adormecermos, e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir. O nosso Amante é o que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida. Às vezes encontramos o nosso amante no nosso parceiro, outras vezes, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no desporto, no trabalho, na necessidade de nos transcendermos espiritualmente, numa boa refeição, no estudo, ou no prazer obsessivo do nosso passatempo preferido...
Enfim, Amante é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar" a vida e nos afasta do triste destino de "ir vivendo". E o que é "ir vivendo"? "Ir vivendo" é ter medo de viver. É vigiar a forma como os outros vivem, é o deixarmo-nos dominar pela pressão, andar por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastarmo-nos do que é gratificante, observar decepcionados cada ruga nova que o espelho nos mostra, é aborrecermo-nos com o calor ou com o frio, com a humidade, com o sol ou com a chuva. "Ir vivendo" é adiar a possibilidade de viver o hoje, fingindo contentarmo-nos com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã. Por favor, não se contentem com "ir vivendo".
Procurem um amante, sejam também um amante e um protagonista da vossa vida... Acreditem que o trágico não é morrer, porque afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver, por isso, e sem mais delongas, procurem um amante.
A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental: "Para se estar satisfeito, activo, e sentirem-se jovens e felizes, é preciso namorar a vida".
Texto: Dr. Jorge Bucay Livro: "Hay que buscarse un Amante"
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Flor de Alecrim

Há minutos fui ao terraço e senti uma energia primaveril. A azáfama dos pássaros está diferente, parecem mais enérgicos...será do sol que se faz sentir há dois dias?
O mar visto daqui está luminoso, quase incandescente...o farol do bugio, que domina a vista aqui do ponto onde todos os dias me sento em frente ao PC para trabalhar, está ainda mais encantador.
O meu alecrim está a dar flor...uma flor linda! Quando fui ao terraço andava por lá um Zilhão a namoriscar a flor lilás do meu alecrim...numa dança doce e equilibrada. A flor despertou. Agora o chamamento dengoso do seu aroma enfeitiça os seres voadores que junto dela se vêm satisfazer e por ela se perdem de amores. Como eu gostava de ser essa flor...
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Esfera do vivido
Desaparecida...ausente deste meu espaço tenho estado, cansada e com a cabeça a mil . C' est la vie!Mas hoje cá encontrei disponibilidade para por aqui passar e partilhar aqui uma frase que adoro :
"Um acontecimento vivido é finito, ou pelo menos encerrado na esfera do vivido, ao passo que o acontecimento lembrado é sem limites, porque é apenas uma chave para tudo que veio antes e depois." - Walter Benjamin
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Divagação metafísica...
Existirá um caminho certo a percorrer? Não acredito nessa linearidade de conceito, pois a complexidade da vida e do cosmos é demasiada para que se possa resumir a caminhos certos. A riqueza da nossa existência está na experimentação e nas lições que tiramos dessas experiências, por mais errantes que elas sejam.
A meu ver, existem factores que nos irão ajudar a percorrer os caminhos da vida sem medo, como por exemplo, não irmos contra a nossa essência e não entrarmos em rotura com as nossas estruturas, pois são dois pontos que nos permitirão continuar a ter forças para agarrar as coisas boas que a vida tem para dar. Por mais caminhos que se percorram, a nossa rede (cada um tem a sua, diferenciada e devidamente valorizada das demais áreas da vida) tem de prevalecer para que consigamos atravessar esses caminhos com toda a segurança. Aqui reside o segredo...a manutenção da rede, aquela que nos irá dar suporte para enfrentar tempos mais difíceis.
Mais uma divagação metafísica da Sarita...habituem-se está-me na essência!
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Desilusão...um caminho a percorrer
Para existir desilusão é necessário que haja ilusão...Mas caso essa exista, é inevitável que se sofra de desilusão...No entanto se houver uma estrutura forte, sobreviveremos facilmente, ganharemos novas forças e coragem, a nossa base será reforçada pela busca de novas ilusões concretizáveis. A vivência e a dor nela (na desilusão) experimentada tornam-nos cada vez mais fortes e sem medo de voltar a experimentar, de viver, de arriscar, mesmo que novas desilusões se revelem. Mas não sejamos parvos em pensar que os mesmos erros se devam repetir vezes sem conta. Não. Destas vivências/experiências, uma lição, uma aprendizagem devemos retirar, a qual servir-nos-à para o futuro.quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Argentina...quem me leva?
Quem me leva daqui para fora até à Argentina a comando de uma BMW R1150 GS? Quem me leva a percorrer aquele país fantástico numa aventura radical com pó e muita emoção à mistura...quero ir... e no final desta viagem quero ser levada 5 dias seguidos para momentos de luxo, num hotel maravilhoso com tudo a que tenho direito, contrapondo assim a minha dualidade. Quem me leva daqui para fora até à Argentina a comando de uma BMW R1150 GS? segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Divortium...a causa do fenómeno

Ama-se menos nos nossos dias? Será que o amor do chamado antigamente era diferente do de hoje? Será que a maior causa de divórcio é a falta de amor? Será que havia menos divórcios porque as pessoas sabiam amar melhor e com maior intensidade?
Não acredito que a questão se prenda por aí. Não seria antes o comodismo e as mais diversas sujeições às quais as mulheres se deixam (ou não tinham outra alternativa) submeter que levavam com que o casamento se mantivesse, permanecendo assim os casais juntos, mesmo que o amor faltasse ou já nem mesmo existisse?
Acredito profundamente que em muitos casamentos que se mantiveram e que ainda hoje existem, não era/é o amor a uni-los e a fazer prevalecer a relação, mas sim a existência de uma conveniência. Acredito também que a razão que noutros tempos levou muitos casais a manterem-se juntos por muito tempo, em alguns casos até à morte do outro, nada tinha a ver com o amor, mas sim com condicionantes sociais, morais, familiares, físicas, económicas, religiosas, entre outras. Muitos viveram situações de frustração por não conseguirem sair de casamentos falhados ou mesmo agonizantes, mantendo-se neles de forma estóica, mesmo estando a sofrer.
Na minha perspectiva não é a falta de amor que está na raiz da proliferação dos divórcios, mas sim a mutação dos tempos e das mentalidades que tem criado uma abertura para que sejamos capazes de nos assumirmos, sabermos quem somos, sabermos onde e como queremos estar, sem que sejamos obrigados a viver situações de falsidade ou alimentar um desamor.
Conflito do divórcio ou de gerações?

A pergunta coloca-se, porque constata-se que nos tempos actuais ocorrem cada vez mais divórcios. É uma verdade estatística. No entanto os factos que levam ao divórcio são outros 300...que muitas vezes, na discussão em busca da resposta, gera muitos conflitos entre partes.
Hoje ouvi duas senhoras em conversa no café, não sei se era uma conversa ou monólogo, atendendo que só uma delas falava, mas chamemos-lhe conversa tendo em conta que envolvia a presença entre dois seres. Esta conversa ocorreu pela manhã enquanto tentava, tranquilamente, prosseguir com a leitura do meu jornal. Uma delas indagava-se, num tom muito chocado... e uns decibéis acima dos por mim desejados, como era possível que nos tempos de agora, expressão por ela usada, existissem tantos divórcios principalmente provocados a pedido de mulheres!!?? Seguiu na sua “inteligente” dissertação, sem dar qualquer hipótese de resposta à amiga...que a sua nora tinha recentemente pedido o divórcio ao filho, com uns comentários pelo meio, tais como "coitadinho e ele que é tão bom rapaz", entre outras coisas mais, reforçando que antigamente nada disto acontecia, que as pessoas se amavam mais do que agora, acrescentando que as facilidades dos tempos actuais proporcionam a este acontecimento, que o problema reside na independência profissional da mulher, apontando-o como principal factor para a dissolução dos casamentos, assim como a liberdade de pensamento e de estilo de vida dado à mulher seria outra causa para se ter chegado a este ponto, etc, etc, etc.
À medida que se ia entusiasmando com seu rebuscado processo mental, olhava em redor em busca de sinais visuais que corroborassem a sua exposição ou estimulassem algum tipo de discussão mais quente...mas no seu raio de visão só se encontravam duas pessoas, a amiga e eu, que me encontrava na mesa mesmo em frente, sendo que a primeira demonstrava sinais de concordância, não por palavras, mas num balançar afirmativo regularmente cadenciado da sua cabeleira empestada de laca, foi em mim que a senhora posou o olhar...e por mal dos meus pecados foi no preciso momento em que levantei os olhos do jornal para tirar a pinta das "catatuas" que não paravam de tagarelas ruidosamente e que perturbavam a minha concentração, desviando assim a atenção do conteúdo do jornal, foi quando esbarrei com olhar da Ave Mestra, passemos-lhe a chamar assim... Pensei com os meus botões...já está, foste catada!! Ainda procurei disfarçar, em vão, com um olhar abstracto daqueles “catatónicos” quando estamos a olhar para o infinito, mas ela topou-me a pinta, tirou-me as medidas certinhas...foi de tal ordem que a senhora ou mesmo estafermo, se me permitem que assim a apelide, me incomodou ao ponto de me retirar da esplanada. Não vos vou contar o teor da conversa dali para a frente, apenas adianto que não teci qualquer comentário, não me tendo sequer envolvido na conversa, mas o que dali para a frente se conseguiu reproduzir vindo daquela fonte, foi demasiado para mim, tanto que a minha expressão facial já começava a denunciar o que me ia no intimo...sendo este o objectivo da Ave Mestra, provocar a "piquena" da mesa da frente que apresentava o perfil idêntico ao da mulher do filho. Na impossibilidade de dizer aquelas coisas à nora, encontrou em mim o bode expiatório...isto à com cada uma! Há por aí mentes muito rebuscadas e quando a essa característica se acumula uma dose, forte, muito forte, de frustração...se por acaso alguma vez tiverem uma pega de caras com alguém deste estilo e não estiverem para grandes aborrecimentos ou trabalhos, o melhor é desviarem-se do caminho deles e deixarem-nos seguir o deles até se estatelarem! Foi o que fiz e confesso que tive de refrear os meus instintos, mas agora analisando melhor, a minha postura foi exemplar. Estou orgulhosa! Divorciei-me daquela imaculadamente!



